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Conheça um pouco mais sobre o livro "Mulheres na luta armada"

O obra traz à luz as mulheres que fizeram frente à ditadura e muitas vezes são esquecidas

A resistência através da luta armada foi um dos mecanismos mais eficientes na luta contra o regime militar. Por isso, agentes civis e militares de época tentaram combatê-la a qualquer custo. Os métodos empregados para exterminar os que empunharam armas são de conhecimento público devido aos depoimentos prestados pelos sobreviventes às Comissões da Verdade. No entanto, pouco se sabe sobre a rede de solidariedade construída pelas mulheres militantes neste período.

No livro “Mulheres na luta armada: protagonismo feminino na ALN (Ação Libertadora Nacional)” a pesquisadora Maria Cláudia Badan Ribeiro apresenta um estudo aprofundado sobre as participações femininas na resistência armada opositora à ditadura civil-militar brasileira de 1964, relatando desde concepções políticas e estratégias de luta até romances vividos pelas militantes.

A autora esmiúça a vida e memória das mulheres rebeldes e inconformistas que desempenharam funções como produção de textos e revistas que se difundiam no país e no exterior, distribuição de alimentos, medicamentos, encontrar refúgio para os procurados, esconderijos para as armas, meios de fuga aos marcados para morrer, levar e trazer informações e promover contatos entre os militantes.
Para Renato da Silva Queiroz, do departamento de Antropologia da USP, os testemunhos e memórias contidos no livro que surge para cobrir uma lacuna na historiografia brasileira “evocam as angústias, a coragem, a generosidade, a sutileza, a criatividade, os gestos, os sentimentos e os temores com que encararam os embates políticos nos anos de chumbo.

Sobre a autora: Maria Cláudia Badan Ribeiro é Bacharel em Letras (italiano e francês) pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Doutora em História Social pela Universidade de São Paulo (USP), Pós-Doutora pelo Instituto de Altos Estudos da América Latina (IHEAL-Sorbonne Nouvelle) e pelo Programa de Pós Graduação em Sociologia da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

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