EDUCAÇÃO

Livro incentiva novas práticas pedagógicas visando atividades sobre nossa cultura ancestral

'Culturas ancestrais e contemporâneas na escola' propõe novas estratégias educacionais que descolonizem o currículo atual

O leitor encontrará nesta coletânea um conjunto de estratégias didáticas renovadas, entremeadas por relatos de experiências de docências compartilhadas entre pesquisadores da universidade, artistas populares e professores da rede municipal de ensino da cidade de São Paulo.

Tratam-se de propostas amadurecidas ao longo de três anos de pesquisa em duas escolas públicas, EMEF Saturnino Pereira, situada na Cidade Tiradentes e EMEF Roberto Mange, no Rio Pequeno, cujo objetivo era construir, com os professores, estratégias de aula e a construção prática de atividades que contemplassem as artes ancestrais, como a capoeira e o maculelê e contemporâneas, como o Hip-Hop e o funk, para o ensino de história da África e culturas afro-brasileiras.

Nossa proposta surgiu das dificuldades encontradas para a implementação da Lei 10.639/03 nas escolas de ensino fundamental e médio. Pretende contribuir para a descolonização do currículo e provocar tensões no interior da própria transmissão do saber técnico-científico veiculado pelas disciplinas escolares, além de criar novas estratégias didáticas para o ensino de história, literatura, geografia, inglês, português, educação física, entre outras disciplinas, por meio da música, da poesia, da dança e de lutas ancestrais.

Ao mesmo tempo, a ideia era superar hierarquias de saberes e conhecimentos, pela via do reconhecimento das contribuições das culturas que foram renegadas ou distorcidas pelo saber acadêmico, marcadamente monocultural e eurocêntrico.

Sobre as autoras: Mônica do Amaral é Professora Livre-Docente da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, autora do livro O que o rap diz e a escola contradiz (Alameda, 2016). Coordenou as Pesquisas de Políticas Públicas: “Rappers, os novos mensageiros urbanos na periferia de São Paulo: a contestação estético-musical que emancipa e educa” (Fapesp, 2010/2014) e “O ancestral e o contemporâneo nas escolas: reconhecimento e afirmação de histórias e culturas afro-brasileiras” (FAPESP, 2015/2018). Coordena o grupo de pesquisa Multiculturalismo e Educação (CNPq).

Rute Reis possui graduação em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1998) e mestrado em Educação: História, Política, Sociedade pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2006). Doutora em Ciências Sociais pela mesma Universidade.

Elaine Santos é doutoranda em Educação pela Universidade de São Paulo (USP), Mestra em Educação Escolar pela UNESP de Araraquara e graduada em psicologia pela Universidade Metodista de Piracicaba (2009). Atua na área da psicologia e educação, com ênfase em psicologia social.

Cristiane Dias (Bgirl Cris) é Mestranda Científica pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo – FEUSP, pesquisadora, arte-educadora, ativista da Cultura Hip-Hop e dançarina de breaking. Licenciada/Bacharelada em Educação Física - CREF 095192-G/SP.  Diretora Executiva da Federação Paulista de Breaking.

Confira