ESCOLA SEM PARTIDO

Estudantes protestam contra Escola sem Partido e são retirados da Câmara de SP

Projeto foi aprovado pela comissão de Finanças e pode entrar em pauta na Câmara

Estudantes que protestavam contra o projeto Escola sem Partido, que tramita na Câmara Municipal de São Paulo, foram retirados na última terça-feira (12/12) do plenário da Casa após uma confusão no local.

Segundo a assessoria da Câmara, os estudantes foram informados de que o projeto não estaria em pauta hoje, mas decidiram permanecer na galeria do plenário, protestando contra os vereadores. Após agressões verbais, a Mesa Diretora pediu a retirada dos estudantes do plenário, o que deu início à confusão. A sessão foi interrompida até que todos os estudantes deixassem o prédio.

Já do lado de fora da Câmara, houve desentendimentos entre os estudantes e agentes da Guarda Civil Metropolitana. A Agência Brasil procurou a corporação para buscar informações sobre a existência de detidos e feridos na confusão, mas, até o momento, não obteve retorno.


(Câmara de São Paulo/Reprodução)

Em  nota, a Juventude Petista de SP disse que “foi duramente reprimida” pela Guarda Metropolitana e relatou agressões e a detenção de três estudantes. Nas redes sociais, a União Paulista dos Estudantes Secundaristas reclamou que a ação dos guardas foi “truculenta” e violenta. Eles informaram também que quatro estudantes secundaristas foram encaminhados ao Distrito Policial.

Escola sem Partido

O projeto já passou por quatro comissões (de Constituição e Justiça, de Administração, de Educação e de Finanças). Na última segunda-feira (11), o texto foi aprovado pela Comissão de Finanças, a última que faltava, e agora está em condições de ir para pauta no plenário. Não há, ainda, data definida para que o projeto entre em pauta.

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