INOVAÇÃO

Um drone na mão e uma ideia na cabeça

Aluno da Unicamp faz sucesso nas rede com imagens aéreas de alta resolução

A forma circular da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), com ruas que convergem a um ponto central para encontro de pessoas e ideias, brilhou nas imagens aéreas divulgadas nas últimas semanas pelo estudante de IC (Ciências da Computação) Lucas Rodolfo de Castro Moura. As fotos e os vídeos foram produzidos com um drone, que sobrevoou o campus a 120 metros de altitude e mostrou faculdades e institutos de uma perspectiva até então inédita. O que começou como uma brincadeira causou tamanho impacto que virou negócio e lançou na última sexta-feira (11) seu website LRDrone.

“A primeira vez que vi um drone como este, fiquei impressionado. Eu não sabia que já tínhamos atingido esse nível de tecnologia comercialmente”, conta Moura. Quando apareceu a oportunidade, o estudante adquiriu o equipamento e começou a pilotar pela Cidade Universitária, bairro ao redor da Unicamp, onde mora. As imagens, postadas na sua página pessoal do Facebook rapidamente se espalharam e trouxeram interessados no seu trabalho.

“Eu postei duas fotos e um vídeo em um grupo da Unicamp, e viralizou. Receberam mais de mil curtidas e atingiram mais de 15 mil pessoas organicamente, sem nenhum tipo de investimento em mídia”, relata. Vendo o potencial das imagens e o alto investimento que havia feito no equipamento, o estudante convidou o amigo Heitor Raymundo, também estudante do IC, para otimizar a produção, criar um site e estruturar o negócio.

Segundo Raymundo, a foto noturna da Unicamp, maior sucesso da dupla, foi tirada quase por acaso. Ele conta que estavam filmando a Estrada da Rhodia e, como não haviam conseguido nenhuma imagem legal, resolveram dar um giro de 360 graus com o drone e avistaram a Unicamp. “Aquela foto apareceu na tela. Nunca tínhamos visto a Unicamp daquele ângulo e à noite. A foto bombou”, conta. Além das imagens da Unicamp, a LRDrone fez imagens surpreendentes da cidade de Campinas, suas estradas e campos.

A câmera tem menos de 4 centímetros e captura as imagens em 4k (4 kilopixels por linha de imagem), resolução quase 4 vezes melhor que o HD. Ela está fixada na parte de baixo da estrutura do drone por um mecanismo extremamente sensível chamado gimbal, que estabiliza a imagem durante o voo.

drone possui vários sensores que o permitem evitar acidentes de forma autônoma. Se ele detecta, por exemplo, que a bateria está ficando insuficiente para o trajeto de volta, assume o controle e retorna ao lugar de onde saiu. Os sensores identificam ainda obstáculos e velocidade do vento e desviam ou pousam. “O software dele é muito desenvolvido, e a integração entre hardware e software é incrível”, afirma o estudante.

*Originalmente publicado pelo Jornal da Unicamp

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