RIO DE JANEIRO

Jovens do Rio terão Bolsa Família dobrado se fizerem contraturno, diz ministro

A ideia é que jovens façam estágios remunerados na rede turística e hoteleira do Rio de Janeiro após o horário escolar

Os ministros Sandro Sá Leitão, da Cultura; Osmar Terra, do Desenvolvimento Social e Agrário; e Maurício Quintella, dos Transportes, Portos e Aviação Civil; deram mais detalhes sobre as ações planejadas para gerar emprego e renda no Rio de Janeiro, além de desenvolver programas sociais para afastar jovens da criminalidade. Osmar Terra anunciou um programa de contraturno escolar, no qual as famílias participantes receberão em dobro o valor do Bolsa Família.


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“Vamos dobrar o Bolsa Família para as famílias cujos jovens estejam no contraturno conosco. Estamos falando de 50 mil jovens, cerca de 40 mil famílias. Será algo em torno de R$ 6 milhões por mês [a ser repassado]”, disse o ministro. Ele esclareceu que o aumento do benefício – um incentivo para manter os jovens no programa – não será permanente. “É um programa para resolver uma crise até ela diminuir de intensidade”.

Segundo Terra, os 50 mil jovens de 12 a 29 anos, selecionados em áreas carentes do Rio de Janeiro, participarão de atividades esportivas e de capacitação profissional em unidades militares. Serão 27 unidades disponibilizadas para campeonatos esportivos e aulas de programação de softwares. Serão jovens moradores dos Complexos da Maré, do Alemão e da Penha, além de comunidades em Nova Iguaçu, Duque de Caxias e São Gonçalo.

A ideia é que jovens façam estágios remunerados na rede turística e hoteleira do Rio de Janeiro. Além disso, o governo pretende fazer parcerias com empresas de software para que os alunos que se destacarem possam montar startups (empresas novas, ou até em fase de constituição, que tem projetos promissores, ligados à pesquisa, investigação e desenvolvimento de ideias inovadoras). “Se um se destacar, pode inspirar outros também”, disse Terra.

Calendário de Eventos

Como forma de gerar emprego, renda e investimentos nos setores de turismo, cultura e esportes, o ministro da Cultura, Sandro Sá Leitão, deu alguns exemplos de eventos programados para integrar o calendário permanente de eventos do Rio de Janeiro. Serão 150 eventos ao longo de todo ano. Nesse calendário constam eventos tradicionais, como o carnaval e o réveillon. Setenta por cento dos eventos serão voltados para o público em geral, 15% serão eventos de negócios e 15% com as duas características.

Entre os eventos adiantados pelo ministro, estão a Tattoo Week (evento de tatuagem), Salão Moto Brasil (feira de motos), Rio Music Conference (evento de música eletrônica), Anima Mundi (festival de filmes de animação) e NBA Global Games (evento de basquete). O calendário completo será anunciado em outubro. Antes, em setembro, serão abertas inscrições para novos projetos. A ideia é incluir no calendário eventos que tenham o potencial de gerar renda e empregos.

Leitão explicou que a FGV (Fundação Getúlio Vargas) será parceira do governo federal no projeto e serão feitos estudos para avaliar os impactos positivos. “A FGV vai se encarregar de fazer uma avaliação desses eventos para estimar o potencial de cada um de gerar emprego e renda. E, depois, fará a avaliação do impacto efetivo, para saber quanto de fato conseguiremos de emprego, renda e investimentos”.

O ministro da Cultura disse que serão investidos R$ 200 milhões para viabilizar os eventos. Desse valor, R$ 150 milhões serão de patrocínio e os R$ 50 milhões restantes a título de promoção. O governo terá também com a participação da iniciativa privada como patrocinadora dos eventos.

De acordo com Leitão, a expectativa é que o Rio de Janeiro tenha uma receita anual de R$ 6 bilhões por ano. “A FGV fez um estudo preliminar e esse estudo apontou que um incremento de 20% no número de turistas no Rio de Janeiro representará R$ 6 bilhões na economia do estado. Estamos falando da injeção de dinheiro novo”.

Investimentos em infraestrutura

Quintella explicou que serão priorizadas a realização de obras de infraestrutura que também auxiliarão na geração de emprego e renda. Dentre essas obras, estão a reforma nos aeroportos de Angra dos Reis, com investimento de R$ 3 milhões; de Itaperuna, que também receberá R$ 3 milhões de verba; e de Rezende, com investimento de R$ 7 milhões.

Serão feitas também obras na área portuária da cidade e na BR-040, estrada na subida da serra de Petrópolis. A obra custará, segundo o ministro, cerca de R$ 1 milhão. “Temos uma grande reivindicação da população que é a retomada das obras da via BR 040. Estamos enviando a análise de custo para o TCU [Tribunal de Contas da União] e esperamos poder finalizar a obra até o final de 2018”.

 

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