ARTIGO

A arte de caminhar por Paris

Foi Charles Baudelaire, um dos grandes romancistas franceses do século XIX quem cunhou o termo flâneur, isto é, a arte de caminhar pelas ruas, numa tradução livre. Para ele flanar era um ato apaixonado do observador da vida humana


Gramado do Champs de Mars numa segunda feira ensolarada de primavera

Nos últimos anos, a França vem batendo seguidos recordes nos indicadores que apontam que mais de 80 milhões de turistas visitam o país por ano, dos quais 35 milhões se dirigem à Paris. A França, que conta hoje com 65 milhões de habitantes, recebe uma população de turistas/ano 20% maior que sua população total. Paris, que tem 2,5 milhões de habitantes recebe a cada ano 14 vezes o número de sua população. É muita gente e, para tanto, é preciso excelente infraestrutura para comportar esse número gigantesco de visitantes de todas as partes do planeta que sonham um dia conhecer Paris.

A tão sonhada e imaginada Paris da alta costura e das grandes grifes; dos perfumes utilizados por dez em cada dez atrizes do cinema; a Paris das bolsas Louis Vuiton, aliás, cobiçadíssima pelos turistas asiáticos que permanecem horas na fila, na calçada em frente à loja da Champs Elysées, aguardando pacientemente serem chamados a entrar, pois, só é permitido um número limitado de pessoas para evitar o tumulto e o andamento das compras no interior. Aliás, nenhuma compra, por mais simples que seja, sai por menos de três dígitos. Ao lado da Hèrmes, a Louis Vuiton é um dos símbolos máximos do luxo da cidade.

Lembro-me de um trecho do livro de “Travessuras de uma menina má”, de Mario Vargas Llosa, de 2006, em que ele narra a cena na qual, o herói da narrativa, um tradutor da Unesco, complementava o salário, comprando bolsas Louis Vuiton para revende-las, com muito lucro, as asiáticas que as compravam às pencas.  Essa busca alucinada pelo simbólico do capitalismo de luxo continua incessante e, creio eu, que o número deve ter crescido sensivelmente em tempos de crise econômica no mundo ocidental e o surgimento de uma casta de biliardários entre os países que fazem parte do grupo chamado de ‘tigres asiáticos’.

Aliás, caminhar pelas ruas de Paris dá uma dimensão de como anda a circulação do dinheiro através do mundo. Mesmo com a queda de aproximadamente 15% de visitantes em toda França, nos últimos dois anos, em decorrência dos atentados suicidas promovidos por membros do Estado Islâmico que deixaram centenas de mortos e feridos, é possível observar que o número de turistas japoneses sofreu redução. Por outro lado cresceu o número de chineses, coreanos e, na nova onda do capitalismo concentrador, vem aumentando o número de turistas indianos. Isso mostra como o dinheiro vem trocando de mão em função das ondas de inovação e da tecnologia. As cidades tecnológicas da Índia estão criando nova onda de marajás, aliás, tão conhecidos da Europa do século XIX, pela forma como esbanjavam dinheiro, tendo ao lado nossos patrícios brasileiros. Em uma opereta intitulada La Vie Parisienne, que estreiou em Paris, em 1866, o autor Jacques Offenbach criou um personagem bufo, representado por um brasileiro milionário que esbanjava dinheiro patrocinando bailes de máscaras, nos mais caros salões parisienses. O cartaz anunciando a estreia da opereta trazia o desenho desse personagem vestido como um janota.


O cartaz de estréia de La vie parisienne, em primeiro plano o brasileiro rico esbanjador de dinheiro.

Para conferir a mudança das mãos do dinheiro no mundo, basta passear pela região da Faubourb de Saint Honoré, Rue de Saint Honoré ou circular pela Place Vêndome. Três dos endereços onde os endinheirados fazem suas compras e estão localizadas as mais belas e caras lojas de grife de moda e joias do mundo. Aí você terá a visão quem tem cartão de crédito sem limite.

Também existe a Paris dos grandes e premiados restaurantes cujas mesas nunca ficaram vazias, nem mesmo na última grande crise capitalista de 2008/2009. Endereços refinados como Tour d’Argent; o L’Espandon do Hotel Ritz; o Alain Ducasse no Hotel Plaza Athénée; ou então restaurante como Jules Verne no alto da Tour Eifel nunca tiveram que lidar com crise ou falta de clientes. Isso para não falar no La Rotonde, situado no Boulevard de Montparnasse esquina com Boulevard Raspail, o restaurante preferido do novo presidente francês Emmanuel que comemorou lá comemorou a vitória no primeiro turno das eleições presidenciais desse ano com seleto grupo de amigos, dos quais a maioria de artistas de renome do grande teatro francês, além de políticos, é claro.


Os pratos de frutos do mar do caríssimo La Rotonde, restaurante preferido do presidente Macron

Assim como no século XIX, ainda hoje um seleto grupo de brasileiros que estão entre os mais ricos do mundo, e que não tem problema com limite no cartão de crédito, sempre tem reserva garantida e de preferência com mesa na janela, em qualquer um desses renomadíssimos restaurantes, onde um casal não janta por menos de 500 euros, com uma garrafa de vinho. Dentre as inúmeras lendas urbanas que correm aqui, na terra de Victor Hugo, uma delas dá conta que, no inicio dos anos de 1990, uma dupla de executivos brasileiros, um do setor público e outro privado, ambos ligados aos negócios na área da construção civil consumiu, num jantar de negócios e gastronomia, no sofisticadíssimo restaurante do Hotel Ritz, duas garrafas de Romanee Conti Grand Cru que, à época, custava bem mais que de mil dólares a garrafa. Porém, depois da Lava Jato e das matérias de jornais que trouxeram a público as viagens da família de Eduardo Cunha a Paris e de quanto gastaram no cartão, qualquer número anterior passou a ser pequeno. Parece que os políticos brasileiros continuam a dar mal exemplo nos dois lados do Atlântico e, de certa maneira, ainda continuam a invocar o personagem perdulário que Offenbach se inspirou, em 1866.

 Os turistas comuns de classe média - e aqueles que conhecem a cidade -sabem que existem várias Paris dentro dela mesmo e ainda é possível encher o bucho gastando entre 7 a 15 euros por refeição. Basta procurar em qualquer esquina um sanduiche ou então entrar em um dos milhares de restaurantes asiáticos que invadiram a cidade. Na ultima década, Paris sofreu uma segunda invasão asiática que acabou se transformando em proprietária de cafés, restaurantes, boulangeries. Em breve a comida francesa acabará sendo uma ‘tradição’ chinesa, coreana, indiana, tailandesa etc. Só a titulo de exemplo duas boulangeries premiadas nos últimos anos que conheço e onde compro regularmente, têm os proprietários asiáticos e/ou seus descentes. Numa delas, a jovem chinesinha simpática articula o francês precariamente. Se você for bom observador verá que parte dos chefs é de origem asiática, indiana ou de algum país africano. Assim como no Brasil boa parte dos chefs dos restaurantes franceses, italianos, japoneses etc., são, em grande maioria, cearenses.

Uma coisa que não falta em lugar nenhum do mundo é restaurante pé sujo.


Rue de Rosier o bairro judeu de Paris num domingo de manhã. Aqui se pode comer bem pagando 5 euros em um bom sanduiche

Mouffetard, um lugar especial

Se há um lugar em especial que recomendo aos brasileiros que veem a Paris ou que sonham algum dia visita-la e permaneçam pelo menos um final de semana na cidade, esse lugar é a rua Mouffetard que nasce no alto da montanha de Sainte Geneviève e desce até a rua Censier, terminando numa pracinha onde se localiza a igreja de Saint-Médard.

Uma boa caminhada é descer a Rue Mouffetard a partir da Rue Clovis, do alto da montanha da contraescarpa e descer a Mouff, como é carinhosamente chamada pelos nativos.  Em todo o percurso é possível encontrar pequenos restaurantes e, muitos deles com janelinhas para rua, e que vendem crepes e sanduiches gregos, árabes e judeus. No caminho muita loja de grife para gente jovem e descolada e também grifes indianas e tibetanas com suas roupas coloridas de algodão e linho.

Nas ultimas três quadras da descida uma feira diária, a céu aberto, oferece ao transeunte todos os tipos de tentações gastronômicas. Lojas de foie gras, frutos do mar, de vinhos, de queijos e muitas bancas de frutas que, na primavera, colorem de vermelho vivo os dois lados da calçada. São as cores das cerejas, dos morangos, dos mirtilos, das amoras, das melancias, e os melões, com interior de cor avermelhada e saborosíssimos.  Em quase todas as esquinas você irá encontrar uma vendedora de flores que lhe oferecerá um buquê por cinco euros.

Nos finais de semana a Mouff é local que ferve de gente que vem fazer compra e ficar horas sentadas no café e, se estiver dia de sol, ficar ‘jacarezando’ a manhã toda em volta de uma xícara de café se deixando bronzear com os preciosos raios de sol que, agora, na primavera começa realmente a esquentar.


Vendedora de buquês na esquina da Mouff com rue de l’Arballete


Aqui na Mouff você não precisa pagar nada para ouvir o melhor jazz da cidade

Nas manhãs de sábado, na esquina da Rue de l’Arbalète com Mouff, sempre tem um grupo de jazz de primeira linha e o melhor é que é de graça. São grupos que se apresentam nesses lugares e ai vendem o CD e alegra o dia de quem passa. Se você tiver sorte e conseguir uma mesa na calçada em qualquer um dos três cafés da esquina pode passar a manhã ouvindo bom jazz sentado e tomando café.

O baile de rua

O melhor da Mouff são os domingos. Há mais de 40 anos, Christian Bassoul, acompanhado do seu acordeom promove, das 11h00 as 14h00, o chamado baile Musset, na Mouff bem em frente a Igreja de Saint-Médard. Um baile como antigamente e uma trupe de fiéis seguidores de Christian ajudam-no a distribuir cópias das letras das antigas chansons francesas para que o público dance e cante. Parisienses de todas as idades, sexo e classe social participam do baile ao ar livre faça sol, chuva, neve, frio ou calor.


O baile comandado por Christiam Bassoul ocorre há mais de 40 anos na Mouff

O mais interessante é que esse grupo de amigos, muitos dos quais residem em ruas próximas, acompanham Christian nessa empreitada há muito tempo. Alguns casais se vestem de dançarinos profissionais (alguns são mesmos) e durante as três horas do baile dançam com o público presente. E eles não só dançam, como atuam como croners ao lado de Christian.

Um baile de inclusão a todos aqueles que estão estabelecidos e também os que estão perdidos pela cidade. Na minha ultima ida lá, domingo passado, vi muitos dos seguidores de Christian já com bem mais de 80 anos. Agora, foi montada uma tenda de lona com cadeiras embaixo para que esse grupo possa acompanhar o baile sentado e atuam como coral improvisado. Mas tem muitas opções, pois os restaurantes e cafés colocam mesas nas calçadas embaixo de frondosas árvores ao lado do baile onde se pode beber um bom vinho, almoçar e dançar.  


Charles e Sophie, de vestido florido, acompanham o baile Musset há mais de 40 anos

Pierre Poinrot, na faixa dos quarenta e poucos anos, é um cadeirante conhecido do pessoal da Mouff, há muito tempo, e assíduo ao baile dominical. E lá está ele ajudando na coleta de dinheiro, passando o chapéu para Christian, vendendo cd’s e bailando. Ao lado de Susane ou Marienne faz rodopios com sua cadeira para acompanhar os passos da companheira de dança e seguir o ritmo da chanson, do tango, do bolero e, se tiver um amigo brasileiro no público, de um ‘tico-tico no fubá’ improvisado no acordeom de Christian.


Pierre Poinrot, cadeirante é outro apaixonado pela música de Christian

Aprendendo a flanar

Foi Charles Baudelaire, um dos grandes romancistas franceses do século XIX quem cunhou o termo flâneur, isto é, a arte de caminhar pelas ruas, numa tradução livre. Para ele flanar era um ato apaixonado do observador da vida humana. A rua era sua casa e inspiração da sua obra.

Outro mestre da arte de flanar como fonte inspiradora para o ato de escrever foi o brasileiro João Paulo Coelho Barreto, mais conhecido como João do Rio. “Para aprimorar a arte de caminhar por qualquer cidade é preciso aguçar alguns instintos”, dizia João do Rio que foi quem melhor soube interpretar o espírito das ruas do Rio de Janeiro.

No seu livro Alma encantadora das Ruas, João do Rio descreve a rua como o espaço público por excelência que abriga os diferentes tipos humanos e uma descreve de forma minuciosa e fascinante as várias profissões que ocupam das ruas, assim como as festas populares e as suas diferenças. A rua de todos nós que devemos ocupar para exercer o direito de ser cidadão.



Charles Baudelaire e João do Rio dois escritores unidos em alma e letras pelo ato de caminhar

Paraiso dos fotógrafos e das noivas

Feita essa brevíssima reflexão sobre a arte de caminhar, voltemos nós às ruas de Paris em plena primavera de 2017.

São milhares de turistas que cotidianamente debaixo de frio, neve, chuva, garoa, calor, tempestade cruzam a cidade, num ato heroico, para ver e fotografar os mesmos locais consagrados dos catálogos de viagem e aquelas ‘mesmas’ fotos que os amigos ou os chefes já fotografaram ou se fotografaram ao lado dos símbolos consagrados pela memória coletiva.

Outro momento heroico, ao caminhar pelas ruas de Paris, constitui-se no simples ato de atravessar a esquina do Quai de Montebello com a Pont  au Double, onde a turba que sai da igreja de Notre Dame tenta vir para o Quartier Latin, e vice versa. Muitos desses transeuntes, estão à procura de um menu ‘baratinho’ oferecidos pelas centenas de restaurantes que se espalham pelas ruas de La HuchetteXavier Privas, Saint-Severin e outras como a simpática rua do “Chat qui Pêche”, um beco que dá diretamente para o rio Sena. Cada vez que o sinal fica verde, centenas de turistas de ambos os lados - alguns uniformizados e com o líder levantando uma bandeirinha referente ao grupo que comandam - se digladiam, no meio da rua, ao se entrecruzarem, com certa dificuldade, para atingir o outro lado da calçada. Se congelarmos essa imagem teremos a sensação de assistir uma partida de rugby, esporte de massa aqui na França.

E, em tempos primaveris, essa passagem fica ainda mais difícil, pois, casais de noivos, de várias partes do planeta, se deslocam para a pequena Pont au Double, ao lado de Notre Dame, para eternizar o momento de amor eterno, por meio de fotos e vídeos. Em duplas, aguardam pequena fila para se deixarem fotografar - alguns por verdadeiras equipes cinematográficas - sempre no mesmo ângulo e com o inevitável beijo ‘tipo selinho’, tendo ao fundo a imagem da imponência medieval de Notre Dame. Creio que deve existir várias teses sobre o tema.


A clássica foto na Ponta au Double com Notre Dame ao fundo

É preciso treinar o olhar para observar os casais que se espalham pela cidade na busca do melhor cenário para a sessão de fotos, antes ou depois do casamento. É comum encontra-los nas escadarias da igreja de La Madeleine, nos jardins do Palais Royal, ao lado do Louvre e, claro, no Trocadero, onde se tem a mais perfeita vista da cidade tendo à frente a esplanada dos jardins, seguido pela imponência da Tour Eifel, tendo na sequência o gramado do Champs de Mars e ao fundo a cúpula dourada da École Militaire. Não foi por acaso que Hitler, quando as tropas alemãs conquistaram Paris, se fez filmar dando saltinhos de alegria exatamente nesse lugar.


A foto mágica para os turistas. Trocadero, no mesmo onde Hitler comemorou a conquista de Paris.

Aliás, praticamente todos os visitantes de Paris fotografam ou fazem selfie nos mesmos lugares. Faz parte do sentindo humano de afirmar: estive nesse lugar.

Alguns números são surpreendentes nessa cidade. Por exemplo, se, Notre Dame de Paris, onde a entrada dos turistas é gratuita recebe 13,5 milhões por ano, por outro lado, a Tour Eifel, onde a entrada é paga e bem paga, recebe anualmente 7,5 milhões de turistas que, lá do alto da torre de 325 metros essa massa humana pode ver Paris a 360º.  Aliás, a Tour foi inaugurada em 1889, como símbolo da Feira Universal. Onze anos depois, em 1900, foi a vez da primeira linha de metrô, inaugurada durante mais uma das Exposições Universais de Paris.

Não podemos nos esquecer dos turistas que veem a Paris consumir cultura através da arte, disponíveis em vários museus renomados da cidade. Filas imensas para submergir, assim num de repente, dentro da pirâmide do Louvre e depois, percorrer alucinadamente alguns quilômetros para cumprir, a nunca cumprida promessa, de conhecer o museu do Louvre. E, é claro, celular à mão para fotografar ‘in loco’ as belezas da arte do mundo dependurada nas paredes frias do museu. Outro museu na lista é o d’Orsay. Visita obrigatória para quem quer conhecer as obras dos pintores impressionistas. Aliás, é do museu d’Orsay se tem um dos mais belos retratos da cidade, através do vidro do relógio da antiga estação ferroviária que hoje abriga o museu. Creio que a imagem dos ponteiros do relógio em primeiro plano e a imagem do museu do Louvre desperte nos visitantes a necessidade de guardar para sempre em imagem esse momento único. Mas, se um turista desprevenido esqueceu o celular e não conseguiu sua foto, não se preocupe. Você vai encontrar essa foto ampliada em qualquer uma das centenas das bancas dos boquinistas distribuídos nas duas margens ao longo do rio Sena.

Outro lado de Paris que os turistas invadem é, sem dúvida, a igreja de Sacre Couer, em Montmartre, construída após a vitória da direita contra a Comuna de Paris, em 1871. Lá de cima da montanha, o ponto mais alto da cidade, a cidade pode ser vista em seu total esplendor em dia de céu azul. É possível apontar com os dedos no ar os principais pontos históricos e turísticos da cidade.


Paris vista do alto de Montmartre

Place du Tertre, situado ao lado da Sacre Coeur também é local emblemático lá nas alturas de Montmartre. Nesse lugar morou Pablo Picasso antes de ser famoso, no inicio do século XX, e dividia um quarto com o poeta e jornalista Max Jacob.

Várias cidades em uma

Mas existem várias Paris dentro da mesma cidade. Existe uma Paris que resiste à tentação do consumo de luxo como a associação de moradores do 14éme situado nas dependências do antigo hospital São Vicente de Paula. Um local onde hoje moram mais de duas mil pessoas nos antigos quartos hospitalares e trabalham mais de mil artesãos diariamente. Além do mais, existe um programa especial de residência e integração social para pessoas portadoras de autismo com demais moradores que dividem mesmo espaço residencial e área comum.


Na placa pode-se ler o programa de integração da pessoa autista

A enorme área que fica no triângulo formado pela Avenue Denfert- RochereauBoulevard Raspail e Boulevard de Montparnasse mantém portas abertas durante todo o dia para que a população possa transitar dentro do enorme complexo residencial onde na parte térrea estão instalados mais de mil artesãos (aqui teve idade média). Lá você pode encontrar sapateiro, chaveiro, cutelaria, artista plástico, pequenos cafés, ourives, joalheiros e muito mais.


Mais de mil artesãos trabalham nesse espaço nobre localizado entre o 14éme e 5éme

Nos finais de semana, o local vira uma festa, e o espaço anuncia a ‘festa do vizinho’ aberto à população. Ai se pode comer por cinco euros e, para tanto, basta escolher uma das várias barracas espalhadas pelas ruas internas do antigo hospital. A culinária é variada de várias regiões do mundo. Ai você pode experimentar a culinária da Ilha de Reunião, uma ilhazinha no mar Indico que faz parte da República Francesa. Se você estiver em Paris e sentir saudades da comida brasileira pode entrar em qualquer restaurante da Ilha de Reunião. A comida é muito parecida com a que comemos no Brasil:  arroz, feijão, ovo frito, linguiça e sempre tem como entrada as famosas samosas, originárias da Índia e que os portugueses espalharam pelo mundo luso. Em terras de Pindorama o que pegou mesmo foi o pastel.  

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