DOCÊNCIA

'Preciso da faculdade para recuperar minha alma', diz Cármen Lúcia

Presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra quer acumular funções na Corte com trabalho de professora na PUC de Minas Gerais em 2018

A presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Cármen Lúcia, deseja acumular suas funções na Corte com o exercício do magistério no próximo ano. A declaração foi feita nesta segunda-feira (20/3) durante uma palestra na PUC Minas (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais), instituição na qual ela é professora licenciada do curso de direito.

Desempenhar atividades de docência durante o exercício de mandato no STF não seria uma novidade. O ex-ministro Teori Zavascki, por exemplo, nunca se afastou da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) enquanto era membro do tribunal. Ele manteve participações em bancas de mestrado e doutorado e fazia palestras.

Foto: Felipe Sampaio/ STF

Presidente do STF quer voltar a dar aulas em 2018

 "A PUC Minas é o lugar onde mais estive da década de 1970 até maio de 2006. Preciso da faculdade para recuperar minha alma", disse a presidente do STF.

A palestra O Papel do STF na Consolidação da Democracia foi feita durante aula inaugural do semestre do curso de direito da PUC Minas.

Na chegada à instituição, Cármen Lúcia foi recepcionada por manifestantes com faixas questionando a atuação do STF no processo do impeachment de Dilma Rousseff. No início de sua palestra, ela comentou o episódio e disse que a manifestação é um direito e faz parte da democracia.

A ministra falou ainda sobre a morosidade do Judiciário e destacou que atualmente 16 mil juízes precisam dar conta de 80 milhões de ações. Ela defendeu reformas nos currículos dos cursos e lamentou que muitos profissionais se formam aprendendo a recorrer, mas não a conciliar.

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