MÍDIA E COMUNICAÇÃO

Universitários preferem ler e escrever no papel do que no computador, diz estudo

Pesquisa britânica entrevistou 650 estudantes de 10 países; alunos revelaram ter maior facilidade para reter conhecimentos com livros impressos e anotações manuscritas

Mesmo com todos os avanços tecnológicos, os universitários ainda preferem ler livros e escrever à mão do que usar computadores para estudar.  De acordo com pesquisa do Reino Unido que entrevistou estudantes de 10 países diferentes, para os alunos é mais fácil reter informações no papel.

"Uma das razões pelas quais alguns estudantes preferem a letra manuscrita é o papel que ela desempenha na aprendizagem e na retenção do conhecimento. Muitos dos estudantes em nosso estudo descobriram que fazer notas manuscritas leva a maior retenção de dados do que se ele for digitado", explica Jane Vincent, professora do Departamento de Mídia e Comunicação da LSE (London School os Economics and Political Science).

As informações são da revista britânica Times Higher Education.

Vincent é a responsável pela pesquisa “Students’ use of paper and pen versus digital media in university environments for writing and reading”, que investigou as preferências de 650 alunos de graduação e pós-gradução na Itália, Reino Unido, Eslovênia, Bulgária, Hungria, Rússia, China, Portugal, Finlândia e Alemanha.

Nas entrevistas, além de manifestarem maior facilidade para guardar informações, alunos também revelaram ter dificuldades para escrever determinadas fórmulas matemáticas e gráficos em computadores.

O meio digital, no entanto, não é menosprezado pelos universitários. Os alunos apontaram a agilidade para buscar dados, correção do material digitado, verificação ortográfica e legibilidade dos textos como algumas das vantagens dos computadores.

"Apesar dos problemas com a postura e os olhos cansados, ler e escrever on-line é geralmente mais prático em ambientes universitários", explica Vincent.

A pesquisa será um dos capítulos do livro “Smartphone Culture”, editado por Jane Vincent e Leslie Haddon, também professor da professor visitante do departamento de mídia e comunicação da LSE.

(*) Com informações da THE.

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