RIO DE JANEIRO

Justiça Federal ordena nomeação de concursados em unidades de Saúde da UFRJ

Decisão, que atende pedido do Ministério Público Federal, determina a nomeação de aprovados em concurso de 2013 e 2015 em até 45 dias

Os profissionais aprovados em concursos públicos de 2013 e 2015 para as unidades de saúde da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) que ainda não tenham sido convocados terão de ser nomeados em, no máximo, 45 dias. A decisão, divulgada nesta quarta-feira (7/12) é da juíza Maria do Carmo Freitas Ribeiro, da 19ª Vara Federal do Rio de Janeiro.

A sentença atende a ação movida pelo Ministério Público Federal em razão dos problemas no funcionamento dessas unidades devido à falta de pessoal. A juíza determinou ainda, que caso o número de profissionais não seja suficiente, deverão ser efetuadas contratações temporárias. Serão beneficiados, entre outros, o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), o Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira, o Hospital de Psiquiatria, o Instituto de Ginecologia e a Maternidade Escola.

O diretor do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, Eduardo Côrtes, disse que a sentença permitirá a essa unidade, em particular, voltar a ser o que era em 2008, em termos de número de leitos e de profissionais. Ele afirmou que se o hospital for abrir os leitos que tinha naquele ano, mais de 900 profissionais deverão ser nomeados.

“Isso vai mudar a cara do hospital, porque vai permitir que a gente regularize a situação, amplie o atendimento à população e melhore a qualidade do nosso ensino. Foi uma grande coisa”, disse Côrtes. A decisão de Maria do Carmo prevê também a posterior realização de novo concurso, caso seja necessário, para substituição de todos os temporários por servidores públicos.

Côrtes informou que, em função da falta de leitos no Centro de Tratamento e Terapia Intensiva, o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho parou de fazer transplantes de fígado, diminuiu o número de cirurgias de câncer, cardíacas, neurocirurgias e cirurgias bariátricas. “A sentença vai permitir que nós retomemos esses programas e vai ser muito bom para a população do Rio de Janeiro”.

O diretor assegurou que a UFRJ, que também é ré na ação junto com a União, não vai recorrer da decisão, porque entende que ela vai beneficiar a população do Rio de Janeiro na área de atendimento a pacientes de alta complexidade e na área da educação em saúde.

Destaques