#ESCOLADEMOCRÁTICA

#EscolaDemocrática: Painel Acadêmico explica, todo dia, porque a Escola Sem Partido é um enorme problema

Vídeos reúnem depoimentos de estudantes, professores e intelectuais que explicam como, por trás de um nome simpático, se esconde projeto que trava o conhecimento

O movimento que atende pelo nome de Escola Sem Partido seduz muita gente: aparentemente, nada mais óbvio do que blindar o espaço escolar de disputas entre partidos políticos. E talvez esse seja o grande problema do movimento.

O site Painel Acadêmico acredita que o Escola Sem Partido – que mistura uma ação militante na sociedade com a apresentação por parlamentares em níveis municipais, estaduais e federal de projetos de lei com conteúdos semelhantes –, longe de trazer equilíbrio para a sala de aula, levará a um progressivo encolhimento do espaço de conhecer e aprender.

Se a bandeira aparente do movimento é a da “neutralidade”, o que ocorrerá, se essa proposta se tornar hegemônica, é justamente o contrário: a hiperpolitização do espaço da educação, em que professores, estudantes e gestores serão cerceados no direito de pensar e debater livremente. Esta será, sem sombra de dúvida, a vitória do silêncio e da censura. Em vez de aprender, os alunos serão deseducados no ambiente escola, sobretudo para a vida democrática.

 

Para explicar como isso pode acontecer, o Painel Acadêmico inicia hoje a publicação de depoimentos de diferentes atores do espaço escolar e acadêmico sobre o projeto.

O primeiro destes depoimentos é o de Luiz Felipe de Alencastro, professor emérito da Universidade de Sorbonne, na França, e um dos maiores nomes da historiografia brasileira.

“A Escola sem Partido é uma questão desprovida de sentido, porque a imbricação da interpretação política na história é fundamental. Por isso a história muda”, afirma o historiador, considerado uma das principais referências do mundo em escravidão. “No século XIX, quando a escravidão era legítima no Brasil, Varnhagen (Francisco Adolfo de Varnhagen, historiador e diplomata, 1816-1878) escrevia que os quilombos eram caso de política, e que ele não iria tratar como um tema da história geral do Brasil. Isso pra ficar em um exemplo concreto”, destaca Alencastro.

Assista AQUI o depoimento completo do historiador.

Nos próximos dias, continuaremos com a publicação dos depoimentos, abordando diferentes posições. Como se poderá constatar, o contrário da Escola Sem Partido não é a “escola com partido”.  É a #EscolaDemocrática. Por ela pautamos nossa atuação e nossa cobertura jornalística. Ela é que garante que a escola seja o palco de um dos mais importantes aprendizados para o livre debate das ideias, o aprendizado do debate e da convivência – sem imposições, sem censura, sem terror.

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