VIOLÊNCIA NA ESCOLA

5 anos depois da tragédia de realengo, Senado aprova Dia Nacional contra Bullying

No ano de 2011, atirador matou 12 crianças no Rio; assassino justificou ato como resposta a abusos sofridos em idade escolar

A data de 7 de abril deve entrar para o calendário como o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola. Projeto com essa finalidade foi aprovado pelo Plenário do Senado nesta quinta-feira (7/3), exatamente cinco anos depois do massacre de Realengo. Em escola desse bairro, no Rio de Janeiro, 12 crianças foram assassinadas a tiros. Há indicações de que o autor enfrentou na infância situações de bullying.

Ex-aluno do estabelecimento, o assassino contava então com 23 anos de idade. Depois de burlar a vigilância, invadiu a escola e passou a disparar tiros contra estudantes, professores e funcionários. Tirou a vida de dez meninas e dois meninos, com idades entre 13 e 16 anos. Depois de preso, ele justificou o ato como resposta a abusos de que teria sido vítima por muitos anos, praticados por antigos colegas.

O caso foi relembrado pela senadora Vanessa Graziottin (PCdoB-AM), ao apelar ao presidente do Senado, Renan Calheiros, para que o projeto (PLC 7/2014) fosse incluído como item extrapauta na sessão do dia do aniversário da tragédia. Agora a matéria, originária da Câmara dos Deputados, seguirá para sanção presidencial.

— Esta é uma data de triste memória. Entretanto, precisamos utilizá-la para refletir sobre o problema crescente da violência no Brasil e, sobretudo, da violência entre os jovens — justificou Vanessa Grazziotin.

A senadora havia sido a relatora do projeto na fase de exame na CE (Comissão de Educação, Cultura e Esporte). O autor, o ex-deputado Artur Bruno, do Ceará, justificou que a data deverá servir a iniciativas que chamem a atenção para a preocupante questão do bullying, estimulando a reflexão.

Para Vanessa Grazziotin, a escolha da data da pior tragédia já ocorrida no país relacionada a esse tipo de problema reforça o apelo por mais empenho em medidas de conscientização. Segundo ela, o que ocorreu em Realengo motiva indagações sobre o padrão de desenvolvimento cognitivo e emocional proporcionado aos jovens.

(*) Com informações da Agência Senado.

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