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Para estimular estudo em química, USP e Fuvest apoiam olimpíada

Alunos do ensino médio do Estado de São Paulo ganham prêmios e treineiros da Fuvest podem participar da fase final


Público assiste à demonstração de experimentos relacionados ao exame da fase final da edição 2017 da olimpíada  – (Foto: Divulgação / Allchemy – IQ)

Para incentivar o estudo da disciplina de química entre os estudantes do ensino médio, a Associação Brasileira de Química – Seção São Paulo realiza anualmente a OQSP (Olimpíada de Química do Estado de São Paulo). A USP e a Fuvest, fundação responsável pelo vestibular da Universidade, estão entre os apoiadores da iniciativa que busca estimular os alunos a refletir sobre a importância da química no contexto atual e futuro.

O tema desta edição é “Biorrefinarias: Conversão de Biomassa em Produtos Químicos”. Na primeira etapa, ocorrida entre setembro e novembro do ano passado, os estudantes escreveram uma redação. Agora, na fase final, os 100 classificados participam de uma prova de conhecimento e raciocínio. Ela será realizada no dia 9 de junho, no IQ (Instituto de Química) da USP, em São Paulo. No mesmo dia, haverá ainda premiação dos alunos com o melhor desempenho.

Além dos autores classificados, outros 50 pré-universitários participam da fase final, abrangendo “treineiros” em Ciências Exatas e Ciências Biológicas do vestibular Fuvest 2018 com as melhores notas na segunda fase, alunos de escolas paulistas que obtiverem melhor classificação no TVQ (Torneio Virtual de Química), realizado na Unicamp, e os alunos melhor classificados na Olimpíada Regional de Química, realizada na USP em Ribeirão Preto.

Com a olimpíada, os secundaristas têm a oportunidade de conhecer o Instituto de Química, local que pode, no futuro, sediar seus estudos, pesquisas e publicações, caso o interesse pela ciência permaneça. “Os alunos vêm para a unidade e podem conhecer as instalações, visitar laboratórios, conhecer alguns professores e alunos e acompanhar a demonstração de experimentos, que servem de tema para a própria prova da fase final”, comenta Ivano Gutz, professor do IQ e um dos coordenadores da olimpíada.

De acordo com Gutz, “o IQ pode vir a se tornar o próprio berço tanto de sua formação superior como de produções e pesquisas deles sobre áreas de conhecimento da química, tida como a ciência central. Entre os graduandos vindos das olimpíadas, vários fizeram também o doutorado e um já se tornou professor e pesquisador do instituto”.

Premiação

Os estudantes que participam da Olimpíada de Química do Estado de São Paulo podem ganhar prêmios. O vencedor da terceira série do ensino médio ganhará R$ 3 mil do Prêmio Talentos e o vencedor da segunda série recebe R$ 1 mil do Prêmio Prof. Geraldo Vicentini, dado pelo Instituto de Química da USP, além de medalhas de ouro.

Os vencedores de outras quatro medalhas de ouro dividirão um prêmio de R$ 2 mil. Haverá ainda distribuição de 14 medalhas de prata e 30 de bronze, e 400 certificados de participação para todos os finalistas, seus co-autores de redações e professores.  

A olimpíada estadual é uma etapa que pode levar os vencedores para outras competições do gênero. É por meio dela que os 50 vencedores da fase final – 25 de cada série – serão inscritos na Olimpíada Brasileira de Química, caminho único para as olimpíadas Ibero-Americana e Internacional de Química, das quais participam 17 e 80 países, respectivamente. São muitas as medalhas conquistadas pelos participantes paulistas em todas essas olimpíadas. Os resultados e mais informações podem ser consultados na página AllChemy, que veicula desde 1997 informações, fotos, resultados e as melhores redações sobre cada tema anual da OQSP.

*Publicado originalmente no Jornal da USP 

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