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Direitos Humanos e Cultura Escolar

Professores da Unifesp organizam obra em defesa do ensino de Direitos Humanos na escola

Introdução por Antonio Simplicio de Almeida Neto e Lucília Santos Siqueira

Com o recrudescimento da explícita violência contra Direitos Humanos elementares, imiscuída em discursos cínicos e simulacros de retórica pedagógica, os parâmetros éticos se dissolvem, parece não haver finalidade ou lado, orientação ou sentido.

Na busca por referências, alguns questionamentos são relevantes para o combate a esse ciclo que não cessa; questionamentos que,na educação escolar, figuram como ainda mais necessários para tecer projetos de futuro: Ainda faz sentido falar em Direitos Humanos? É pertinente educar nessa perspectiva? Professores devem ser capazes de criar e projetar suas aulas? A complexa realidade social do Brasil deve ser considerada quando se pensa projetos em Direitos Humanos? Ainda é possível pretender formar alunos críticos, que conhecem seus direitos e respeitam os Direitos Humanos? Ou, conforme apregoa o movimento autodenominado Escola Sem Partido, isso seria doutrinação ideoló- gica? Sujeitos escolares como pais, alunos, funcionários e professores devem participar das decisões da escola? Conteúdos como relações de gênero devem compor o currículo escolar ou se trata de ideologia? direitos humanos e cultura escolar 11 História e cultura africana, afro-brasileira e indígena são relevantes na composição do currículo? Interesses públicos e privados na educação devem ou podem caminhar juntos? Quem deve definir o currículo escolar? Quais interesses e elementos estão implicados no currículo? Direitos Humanos devem compor o currículo escolar?

Trata-se, a nosso ver, detomar para si a possibilidade de projetar ou seguiro desígnio decidido por outrem; como propôs Argan ao discutir arte e arquitetura: “contra a exploração do homem pelo homem, (…) contra a inércia do hábito e do costume, contra os tabus e a superstição, contra a agressão dos violentos, (…) contra a pressão de um passado imodificável, (…) contra todo tipo e modo de conservadorismo” (2004, p. 53).

 Ao professor, cumpre projetar contra a resignação ao acaso e ao conservadorismo. Tal postura exige disposição para se assenhorar do destino e projetar contra as precariedades da realidade em que atua; contra as “novas” tendências da educação que padronizam o ensino; contra a lógica do consumo aplicada à educação; contra as práticas inócuas que surgem do conformismo.

 

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