XXIX Simpósio Nacional de História

Confira a lista de lançamentos da Alameda no XXIX Simpósio Nacional de História

O evento acontece nos dias 24 e 28 de julho na Unb

Começa em Brasília, na próxima segunda-feira (24/7), o 29º Simpósio Nacional de História, o mais importante encontro de profissionais de história. O evento, sediado na UnB (Universidade de Brasília) e institutos parceiros, acontecerá até o dia 28 de julho.


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O Simpósio é organizado a cada dois anos pela ANPUH (Associação Nacional dos Professores Universitários de História) e tem a intenção de unir pesquisadores em diferentes estágios da carreira, desde estudantes a professores titulares.

Cada edição é pautada por um tema que guia a programação. Neste ano o tema escolhido foi “Contra os Preconceitos: História e Democracia”.

Serão oferecidos diferentes tipos de atividades como Conferências proferidas por historiadores nacionais e internacionais, minicursos e simpósios temáticos.

Nos dias 25 e 26, a Editora Alameda participará do Simpósio com um catálogo especial de lançamentos. 

Confira abaixo os títulos que estarão disponíveis:

Terça-feira, 25/07

Intelectuais, militares e instituições nas configuração das fronteiras brasileiras (1883-1903)  por Luciene Carris

O livro  examina o processo de demarcação das fronteiras brasileiras entre 1883 e 1903, com destaque para os casos da Argentina, da Guiana Francesa e da Bolívia. A resolução de antigas pendências com os nossos vizinhos latino-americanos derivou de um longo processo, até então considerado pacífico, apesar dos registros de violência nas faixas de fronteiras.

A invenção dos discos voadores. Guerra Fria, imprensa e ciência no Brasil (1947-1958) por Rodolpho Gauthier

O livro analisa o surgimento da expressão "disco voador" no Brasil no ano de 1947 e seus desdobramentos na imprensa e no mundo científico e militar da época. Acompanha a influência da Guerra Fria nas discussões e a lenta associação dessa expressão à ideia de visitantes interplanetários.

Futebol de várzea em São Paulo: a Associação Atlética Anhanguera (1928-1940) por Diana Mendes Machado da Silva

 A escrita envolvente,firmemente alicerçada em uma vasta e inédita documentação, transporta o leitor e a leitora para a São Paulo dos anos trinta em cujas artérias vemos circular caminhões com bandeiras, flâmulas e hinos dos times de várzea, a caminho de um amistoso, de um festival ou de uma encrenca. A obra de Diana Mendes Machado da Silva oferece-nos a rara oportunidade de adentrar uma paisagem social ainda pouco explorada pela historiografia, mas crucial para desvendar o amplo leque de possibilidades do jogar bola.

Quarta-feira, 26/07

 História Agrária da Revolução Cubana. Dilemas do socialismo na periferia por Joana Salém

Trata-se de uma narrativa sobre a reforma agrária da revolução cubana entre 1958 e 1970, que se destaca por ser uma "história do pensamento econômico em ação". Isto é, o texto apresenta os debates, os dilemas e as realizações contraditórias dos esforços de edificação de uma agricultura socialista em Cuba, por meio das tensões entre as teorias do desenvolvimento, as teorias da revolução e as políticas efetivamente possíveis no contexto de uma economia periférica.

A construção biográfica de Clóvis Beviláqua: memórias de admiração e de estigmas por Wilton Silva

O presente texto é resultado de uma tese de Livre Docência, abordando a construção da memória social a partir do biografismo de Clóvis Beviláqua (1859-1944). O autor busca analisar a construção das biografias como parte da memória social, ou seja, enquanto espaço comunicacional de diferentes subjetividades e também como modo de apreensão de uma experiência pessoal que é utilizada para a reavaliação do passado a partir das relações entre indivíduo-grupo-sociedade.

Olhos e Ouvidos dos EUA. Adidos Trabalhistas e Operários Brasileiros  -  1943 - 1952 por Eduardo Afonso

Este livro analisa documentos restritos  e secretos do Departamento de Estado  norte-americano, principalmente os Relatórios  ‘Mensais do Trabalho’,  relatórios do FBI, da CIA e do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos,  e  procura descrever a ação dos Adidos Trabalhistas  Americanos e Ingleses no Brasil, no período de 1943 a 1952, como elementos-chave na política externa dos Estados Unidos, direcionada à  intervenção  em assuntos internos brasileiros.

Teatro amador. A cena carioca muito além dos arrabaldes por Luciana Franca

Esta obra analisa experiências de teatro amador na cidade do Rio de Janeiro entre o final do século XIX e as duas primeiras décadas do XX. Parte fundamental do cotidiano carioca no período, o teatro era exercitado por diferentes grupos sociais em bairros e espaços cênicos variados e assumiu múltiplos significados e formas. O “teatrinho”, como tantos se referiam ao teatro amador, ocupava, na verdade, espaço significativo na cidade, não apenas nos arrabaldes, mas também no centro e áreas nobres concorrendo e disputando plateias com as variadas formas de teatro comercial.

A ideia de História na Antiguidade Clássica por Glaydson José da Silva e Maria Aparecida de Oliveira Silva

O livro apresenta um conjunto de 23 estudos sobre autores gregos e romanos que refletiram, em suas obras, acerca da ideia de História. A história como gênero literário, a reflexão histórica e sua escrita, a relação dos homens com a memória e suas narrativas nos mundos grego e romano são algumas das frentes tratadas no livro, que interessa aos estudiosos do mundo antigo de diferentes domínios, mas também, àqueles que se interessam pelas teorias da história e por suas epistemologias em contextos contemporâneos e ao público, em geral.

Canto em Marcha. Música folk e direitos civis nos Estados Unidos (1945-1960) por Mariana Arantes

O livro analisa as relações entre a música e a política nos Estados Unidos, especificamente a atuação de um grupo de compositores e intérpretes ligados ao repertório folk que se engajou nas lutas pelos direitos civis de minorias nacionais. O recorte temporal abarca o período pós-Segunda Grande Guerra, entre 1945 e 1960, no qual ocorreu a emergência do país como a nação hegemônica entre os países do Ocidente, seguida da veiculação de um discurso democrático, que encontrava seu limite em uma sociedade segregada e desigual. Deste modo, as lutas pelos direitos civis foram direcionadas a espaços públicos e amplos, como as ruas e praças ao redor do país, e tiveram o apoio de distintos grupos sociais, inclusive de músicos ligados ao repertório folk.

Historiografia, morte e imaginário estudos sobre racionalidades e sensibilidades políticas por Douglas Attila

Estabelecendo um diálogo entre a historiografia e enfoques provenientes da antropologia, da filosofia política e da teoria literária, esta livro permite problematizar uma forma determinada de compreensão das relações entre os temas do poder, do imaginário e da representação histórica, conduzindo à interrogação que estrutura o livro: seria possível pensar a historiografia como condicionada pela relação entre uma “poética da ausência” (Catroga) e uma “poética do saber” (Rancière)?

O cinema latino-americano de Chris Marker por Carolina Amaral

O rótulo de o “mais desconhecido entre os cineastas conhecidos” da França já deixou de definir Chris Marker, referência de engajamento político e inovação cinematográfica. Seu cinema latino-americano, porém, segue pouco comentado. Marker encontrou na América Latina dos anos 1960 e 1970 um elã revolucionário para repensar as estratégias políticas internacionais, considerando o sucesso da Revolução Cubana e a vitória de Salvador Allende no Chile como novos caminhos possíveis para o socialismo. Testemunha desses dois processos, viu também os novos desafios enfrentados por Fidel Castro e o trágico fim da experiência chilena. Este livro analisa as narrativas e os contatos latino-americanos na obra desse cineasta francês.

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