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Virtuosas e Perigosas

(*) Atenção: este livro só pode ser encontrado em sua versão digital da loja da Alameda Editorial. A versão impressa pode ser adquirida na loja da Amazon (neste link).

Em 5 de outubro de 1789, as vendedoras de peixe de Paris e outras mulheres das camadas populares, acompanhadas por soldados da Guarda Nacional marcharam até Versalhes para protestar contra a escassez do pão. A crise era de subsistência, mas o tom, político. O rei Luís XVI se recusava a aceitar os decretos aprovados pela Assembleia Nacional no mês de agosto, entre eles a importante Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Indignadas com a atitude do rei e exasperadas pela falta de alimentos básicos, cerca de sete mil mulheres se fizeram ver e ouvir de forma contundente, exigindo providências do rei e dos deputados da Assembléia. Na manhã seguinte, aos brados de “a Paris! a Paris!” pressionaram o monarca a abandonar o Palácio de Versalhes e a se mudar para a capital.

Assim, a multidão retornou a Paris vitoriosa, escoltando a carruagem da família real. “Os homens tomaram a Bastilha, as mulheres tomaram o Rei!”, disse o historiador Jules Michelet. Uma semana depois, a Assembleia Nacional também deixou Versalhes e se estabeleceu em Paris, que voltou a ser o centro político do país. A intervenção feminina contribuiu para mudar o curso da Revolução Francesa. A Marcha a Versalhes marcou a entrada dramática das mulheres na cena política nacional.

“Foi uma iniciativa política sofisticada, porque, com a concentração do poder em Versalhes, o rei ficava longe da pressão popular e mais exposto às influências da rainha e da corte, e se utilizava do direito de veto, que ainda possuía no início da Revolução, para impedir que as reformas fossem realizadas. Ao trazerem Luís XVI para Paris, as mulheres mudaram o centro de gravidade do processo revolucionário e propiciaram à população da capital um novo protagonismo”, diz Tania Machado Morin. A Parte I deste livro trata da atuação de três grupos emblemáticos de mulheres: as mães republicanas, as militantes políticas e as mulheres-soldados. A Parte II do livro contém 43 ilustrações explicadas que nos ajudam a compreender a sociedade francesa daquela época. Vale a pena redescobrir a trajetória daquelas revolucionárias.

Sobre a autora: Tania Machado Morin é mestre em História Social pela USP (2009) onde defendeu sua dissertação “Práticas e Representações das Mulheres na Revolução Francesa”. Publicou o artigo “As marselhesas no front” na Revista de História da Biblioteca Nacional, no. 63, e “A Revolução de Saias’” na Revista Aventuras na História, edição 82. A autora é professora na Casa do Saber em São Paulo.

Livro: Virtuosas e Perigosas
Autora: Tania Morin
Edição: Alameda (tel.: 11 3012-2403)
Preço: R$ 80,00 (367 páginas) – 16 x 23 – Brochura – 0, 495 Kg
ISBN: 978-85-7939-202-3

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